quinta-feira, 12 de agosto de 2010

QUANDO DEUS SURPREENDE

Numa situação como essas, era de se supor que Deus haveria de agir, sem dúvidas. Mas talvez, ninguém contasse com aquela forma do Senhor agir. Quando todos esperavam que Ele usasse alguém de grande envergadura ou reconhecimento popular, eis que surge alguém
do nada: "Então Elias, o tisbita, dos moradores de Gileade..." (I Reis 17:1), assim começa a história de um dos maiores profetas de Israel.
Que início de ministério "fraco"!!!! Se quiséssemos traçar o perfil biográfico de Elias nos decepcionaríamos: Nome: Elias o tisbita (isso não é sobrenome, é origem. Um lugar chamado Gileade). Filiação: ignorada. Formação Acadêmica: ignorada. Formação Teológica: um
tal de "rancho dos profetas". Sustento: Jeová Jiré.
Só mesmo Deus para fazer isso. Chamar alguém sem sobrenome, sem tradição familiar, sem formação escolar e originário de um lugarejo sem tradição, e tranforma-lo no maior profeta vétero-testamentário. Aliás, Deus sempre faz isso, até mesmo Jesus, foi acusado
de "Zé-ninguém": "...pode vir alguma coisa boa de Nazaré?..." (Jo.1:46).Imagine a surpresa do rei Acabe, ao ver adentrar ao palácio real, aquele homem estranho a corte, mal-vestido, desrespeitando a ética da época (tinha que se esperar o cetro real ser apontado à pessoa, indicando a liberação da entrada a presença real), indo firmemente em
direção ao monarca, diante de todo séquito da realeza.
Embora não sendo revelada sua genealogia, a primeira fala do profeta na Bíblia, diante de Acabe, fala-nos muito mais alto do que qualquer ostentação ou credencial humana: "...vive o Senhor, Deus de Israel, perante cuja face estou...". Quem era ele ninguém sabia. O que se sabe, é que ele estava diante de Deus, ou melhor, diante da "face de Deus". Isso fala mais alto do que qualquer coisa. Estar diante de Deus é o requisito mínimo de quem quer ser usado por Ele.
Mas o "pior" estava por vir: Apontando o dedo ameaçadoramente ao rei, o profeta brada: "...nem orvalho, nem chuva haverá, senão segundo a minha palavra" (I Reis 17:1). Quanta segurança. Quanta firmeza. Desafiar o sistema da época, e diante do rei mostrar uma
autoridade que faltava ao monarca desviado: "...Segundo minha palavra". Em outras palavras: estou profetizando e assumindo. É eu e acabou. Acredite quem quiser, mas Deus está falando. Deus só podia honrar tamanha ousadia e intrepidez.
Acabe foi surpreendido em seus domínios. Não esperava o contra-ataque divino...
E AGORA PROFETA?
Pense você em um homem que ousou desafiar o sistema político-social-religioso da época. Época em que a palavra ou edito do rei, tinha força de lei, ou melhor, acima de qualquer lei, pois a lei era o rei.
Imagine o que pode acontecer com um homem como esse. No mínimo teria que ter a seu favor, a guarda do FBI, ou da Scotland Yard, ou quem sabe, das Forças Armadas Brasileira.
Penso no profeta virando as costas ao rei, e saindo do palácio todo trêmulo, surpreso com sua própria ousadia. Já na porta do palácio, talvez mais calmo agora, olha para o céu e indaga: "e agora Senhor? Fiz o que mandaste, mas, o que vai ser de mim?".
O profeta se sentiu ameaçado em três frentes: Alimentação: "quem vai cuidar de mim? A seca vem ai". Segurança: "quem vai me defender diante da fúria da corte?". Moradia ( ou esconderijo?): "onde vou fixar residência, longe da revolta de Acabe?". Deus mostrou sua providência ao profeta: "Moradia-esconderijo: "esconde-te junto ao ribeiro de Querite, que está diante do Jordão". Alimentação: "...eu tenho ordenado aos corvos que ali te sustentem". Segurança: anjos e todo o exército celestial estariam a disposição do profeta.
Naturalmente Elias foi declarado pelo séquito real, como o inimigo público número 1 de Israel, aliás, deixemos o próprio Acabe definir o profeta: "...és tu o perturbador de Israel?" (I Reis18:17b), "...já me achaste inimigo meu?" (I Reis21:20). Eram excelentes as
referências pessoais de Elias junto a Acabe.
Com o passar do tempo, e as águas refluindo, o pânico e desespero tomou conta do reino, e a surpresa foi maior, quando vazou a informação que o profeta Elias estava envolvido no negócio. Em pouco tempo, o profeta passou a ser mais procurado do que Bin Laden.
DEUS PROTEGE UM FUGITIVO

Aqui começa as "conseqüências" (se é que assim se pode dizer), de uma vida na presença de Deus. Primeiro, o profeta teve que se acostumar com a idéia de ter que se tornar um "fugitivo de Deus". Uma vida nômade, que tinha pouca, ou quase nenhuma preocupação
com o futuro.
A primeira parada foi junto ao ribeiro de Querite, cujas águas eram insuficientes para saciar Elias até o final da seca. As fontes de alimentação seriam as mais exóticas possíveis: Bicos de corvos trariam carne, viúva o sustentaria e anjos em última hipótese lhe traria
pães. Elias percebeu que toda dependência seria de Deus.
A partir daquele momento, seu maior sustento seria Deus. Toda sua condição de sobrevivência humana, seria Deus...Essa é uma
conseqüência de viver uma vida com Deus, estar disposto a abrir mão de um referencial de vida e aceitar o jeito soberano de Deus nos impô-la.
ESTÁS DISPOSTO????????????????

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Dança!! podem os cristão Dançar?

"Que cada um exerça o dom que recebeu  para servi os outros, administrando fielmente a graça de DEUS em sua s multiplas  formas." 1ª pedro 4:10


Provavelmente a Dança foi a primeira forma de expressão artística desenvolvida pelos humanos, nossa primeira tentativa estética de recriar e compreender o fluxo da vida.

O significado da ‘excelência’
“O que me faz diferente do mundo é a nuvem de glória que está sobre mim. Eu sou a sarça. Podemos ser uma sarça como qualquer outra, apenas uma árvore retorcida, iguais a essas que vemos no cerrado, idênticas a milhares de outras que existem. Todavia, se tiver um fogo queimando em nós, isso é glória de Deus. É isto que faz a diferença: o fogo na sarça”
Todos nós queremos servir a Deus com excelência. Naturalmente, excelência é fazer bem feito, com arte, beleza, criatividade, técnica e da melhor forma. Mas, para Deus, o melhor não é necessariamente o campeão, ou que ganhou a medalha, reconhecido por todos. Para Deus, o melhor é o melhor que você pode fazer por Ele.
Deus só aceita aquilo que é feito com excelência. Pode até parecer que sim, mas não é possível servi-lo de outra forma, somente com excelência. A Palavra do Senhor diz em Malaquias que qualquer homem que viesse oferecer algo a Deus – e no Velho Testamento oferecer algo a Deus era sinônimo de oferecer sacrifício – deveria oferecer o melhor. A Palavra diz que qualquer que, tendo no seu rebanho, macho sem defeito, promete e oferece para Deus outro com defeito, o que não era o melhor, este não é aceitável diante de Deus.